O Real Madrid venceu a AS Roma por 4-3, esta quarta-feira, dia 14 de outubro de 2026, no Estádio Olímpico, em jogo da segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões 2026/27. A equipa de José Mourinho esteve a perder por dois golos até aos 83 minutos, mas recuperou de uma desvantagem de dois golos nos minutos finais para consumar uma das reviravoltas mais dramáticas da época europeia, com o jovem Endrick a assumir o papel principal.
Mourinho volta ao Olímpico, agora do lado contrário
O treinador português, que já orientou a Roma no passado, regressou ao estádio onde fez história. Para Mourinho, foi um regresso triunfante ao Olímpico, desta vez no banco adversário, depois de uma noite que, durante largos minutos, parecia destinada a terminar em derrota para os espanhóis.
A reviravolta nasceu precisamente das escolhas do técnico setubalense. Mourinho lançou Arda Güler e Endrick aos 59 minutos, seguidos de Bernardo Silva aos 70 e de Carlos Espí aos 78, mudanças que acabariam por decidir o resultado.
Endrick, o jogador que a Roma quis levar emprestado
O protagonista da noite foi mesmo Endrick. O avançado brasileiro entrou a meio da segunda parte e terminou com uma classificação de 8,1 valores no Sofascore, a melhor da partida, confirmando o estatuto de melhor em campo atribuído pela própria organização da Liga dos Campeões.
O golo do empate teve um significado especial, já que a Roma tinha tentado contratá-lo por empréstimo no verão, negócio que Mourinho travou, algo recordado durante toda a transmissão do jogo em Itália. Depois do apito final, o técnico voltou a fechar a porta a essa hipótese numa entrevista à TNT Sports Brasil, com uma frase que resume a confiança no jovem avançado:
«Não é para emprestar, não é para vender, porque ele é jogador de nível Real Madrid.»
Sete minutos de loucura no Olímpico
Como a Roma construiu a vantagem
A equipa de Gian Piero Gasperini entrou melhor e chegou à vantagem com um golo inaugural de Marten de Roon, antes de Kylian Mbappé — no seu 100.º jogo na Champions — empatar o encontro. Na segunda parte, a Roma voltou a acelerar com um bis de Donyell Malen que colocou os italianos a vencer por 3-1, numa altura em que o terceiro golo chegou a ser anulado por fora de jogo e só foi validado após revisão do VAR, momento em que Mourinho decidiu tirar Vinícius Júnior do relvado para lançar Endrick.
A resposta dos suplentes de Mourinho
Com a Roma convencida de que tinha o resultado controlado e as linhas já mais adiantadas, o Real Madrid encontrou espaço para reagir. Carlos Espí relançou a esperança ao empurrar a bola para a baliza depois de Pierluigi Gollini não ter conseguido segurar um cabeceamento de Endrick e, pouco depois, o próprio avançado brasileiro marcou também de cabeça, no seguimento de um canto. Já perto do fim, Antonio Rüdiger, antigo defesa da Roma, completou a reviravolta ao faturar de cabeça após novo livre lateral de Arda Güler, selando o 3-4 definitivo.
O que fica da jornada 2 da Champions
A vitória em Roma deixa o Real Madrid com pleno de vitórias nas duas primeiras jornadas da fase de liga da Champions League 2026/27, reforçando a candidatura do emblema madrileno, que esta época também disputa a LaLiga com objetivos de topo. A noite europeia ficou ainda marcada por outros resultados de muitos golos: a vitória do Liverpool por 6-3 sobre o LASK, o triunfo do Paris Saint-Germain por 4-2 sobre o Manchester City e a derrota do FC Porto por 3-2 na visita ao Betis.
Para a Roma de Gasperini, fica o amargo de bom sinal esbanjado: a equipa dominou praticamente todo o encontro antes de assistir ao desmoronamento defensivo na reta final, perante um Real Madrid que volta a provar, também através do seu mercado de transferências interno, que aposta nos seus mais jovens talentos mesmo quando chegam propostas de fora.
